quinta-feira, setembro 21, 2006


" Duas pessoas, com o mesmo equipamento, e sabem exactamente como o devem usar. Como é que um gajo hetero pode competir com isso? "

The "L" Word.

Na RTP2, a não perder - vale mesmo a pena...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Posta em inglês porque me apetece e pronto!


Then, this guy showed up...


... and the shit hit the fan...

sexta-feira, setembro 01, 2006

Blog Day 2006


Eu nomeio estes três, porque gosto, porque aprendo cada vez que lá vou, porque são blogs de qualidade, porque sim e porque eu cá faço o que me dá na real gineta:

- A funda São

- Gotinha

- Farinha Amparo

quinta-feira, agosto 31, 2006



Perdeu-se a conta ao número de mulheres portuguesas vítimas de violência doméstica - contam-se, entre elas, as chamadas "sobreviventes", porque conseguiram sair com vida da agressão. Falta explicar duas coisas: que tipo de "sobrevivência" espera essas vítimas, e por quanto tempo conseguirão escapar a nova investida violenta, uma vez que são raríssimos os casos em que o agressor é, de facto e na prática, separado da vítima e impedido de a contactar posteriormente.


Diz-me a experiência que é raro o agressor que não tenta, uma e outra vez, a vingança ou a retaliação pela queixa apresentada pela vítima - o que pode acontecer por via de novas agressões físicas e/ou psicológicas, retaliações a nível económico, ao nível da reputação da vítima, das relações familiares, sociais, etc, etc... No entanto, contam-se pelos dedos (de uma só mão?) os agressores que, mesmo que apanhados em flagrante delito de agressão, são detidos e impedidos de perpetrarem nova agressão.

Parece-me que a moda, hoje em dia, é o tão famigerado "termo de identidade e residência" (como se isto fosse, realmente, um país onde se cumpre tal coisa) ou, melhor ainda, o "aguardar julgamento em liberdade".
Pergunto: Que liberdade tem a vítima, sabendo que o agressor pode (e, na maior parte dos casos, vai) contactá-la, agredi-la, insultá-la uma e outra vez, sem que nada nem ninguém o possa deter? Que liberdade pode ter quem vive no medo, quem passa a olhar para trás a cada instante, quem tem como último e ineficaz recurso esperar por uma acção judicial demorada, tardia ou perscrita?

Liberdade não pode coexistir com medo. Nem com a frustração de se saber que, por muita legislação mediática que se faça, os efeitos práticos da mesma tardam, atrazam, ou não existem de todo - ao mesmo tempo que se encara, diáriamente, com quem nos privou de tal liberdade.

Vem isto a propósito de (mais) uma notícia - desta vez, com testemunhas policiais à mistura. Pergunto-me a mim mesma se o Juíz ou Juíza conseguirá voltar a dormir em paz depois de esta, ou outra vítima qualquer cujo agressor se passeia tranquilamente pelas ruas da cidade A ou B, for encontrada "já cadáver", como tanto se tem visto últimamente.


A notícia pode ser lida em
DETIDO POR AGREDIR ESPOSA - com especial atenção ao último parágrafo.

Decididamente, não gosto do meu país.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Férias




Foram óptimas, calmas... Aqui vai um resumo:

- Frases mais ouvidas: "Mamã, já podemos ir à água? Mamã, já fiz a "gigestão"? Mamã, podemos ficar na praia até à noite? Mamã, posso levar o caranguejo para casa e ficar com ele para sempre? Mamã, posso ir à água? Mas eu ainda não quero sair da água!" (esta última dita por uns lábios roxos de frio e a tremer que nem varas verdes).

- O melhor da praia 1: As gargalhadas de pura felicidade da pitorra quando saltava as ondas e, principalmente, quando percebeu que já sabe nadar sózinha (de braçadeiras)!

- O melhor da praia 2: AMEIJOAS À BULHÃO PATO! SANTOLA RECHEADA! BOLAS DE BERLIM QUENTINHAS! Ah... e a praia própriamente dita, pois...

- O que eu aprendi na praia: O nome das personagens TODAS da Floribela e as cantigas TODAS do raio da telenovela - mãe sofre...

- Os planos para o futuro: Pró ano vou outra vez!

Ah... E ainda assim emagreci seis quilos, vá-se lá saber como...

Quando acabar de arrumar as tralhas e separar as 437.849 conchas que trouxe para casa, volto cá e boto posta... Jinhos!

terça-feira, agosto 01, 2006

Silêncio


(Hoje, conheci alguém que, como eu, conhece o silêncio. É velha, e a revolta que já não sente senti-a eu...

Cansada. Sentia-se cansada, tão cansada... O corpo, outrora sob o seu comando, era agora feixe de vimes secos, tortos, mantidos juntos só por uma qualquer coincidência ou capricho sabe-se lá de quem ou quê. Doía-lhe, aquele corpo. Qualquer movimento era um esforço da vontade, um dizer àquele dedo “mexe-te” e ao outro “agora tu”...

Rodeava-a o silêncio. Não era má, aquela quietude, aquele zumbir constante a que já se habituara, de tantos anos a ouvi-lo. Chamava-lhe “a minha turbina dum navio”, pois era assim que se sentia: com a cabeça enfiada lá dentro, sempre a ouvir aquele zzzzrrrrrrzzzzrrrrrrzzzzzz que já fazia parte dela. Não tinha sido sempre assim, não... Antes, muito antes, o mundo tinha sons, o vento assobiava e as portas batiam quando o soalho rangia . Aquela “rolhinha” mágica tinha-lhe trazido o mundo possível, distorcido, sim, mas melhor do que mundo nenhum. Por incómodo que fosse, estava lá, e sempre ajudava . Agora ...

“ Tu sabes que os miúdos precisam de sapatos novos, e as aulas de equitação da mais pequena não podem parar, ela tem tanto jeito ... Além disso, para que precisa ela de aparelho? Cá para mim, já nem nos entende, sempre na lua, a recordar tolices de que já nem o diabo se lembra! Está velha, tem de se habituar à ideia, pronto ... Aquela porcaria custa os olhos da cara ... Ainda se fosse mais nova e menos senil, vá que não vá... “

...

No silêncio, ouve as vozes do passado que não a deixam, fecha os olhos e vê... Vê-se nova, de branco vestida ... Vê nascer aquele ser, tão pequenino, lembra-se de prometer cuidar dela para sempre, do que não fez e não viveu para que ela pudesse fazer e viver... Sorri um sorriso de velha, um sorriso secreto de quem sabe que, mesmo assim, valeu a pena...

Só tem pena de, quando o silêncio se calar, não possa ouvi-la uma última vez. Partirá com as memórias, dos sons e das palavras.

Há dores que só doem na alma em silêncio.

domingo, julho 30, 2006

Resumo

E ao sexto dia de dieta, foi assim:
Pequeno-almoço: Café com adoçante
Almoço: salada com cogumelos e azeitonas, uma taça de ananás
Lanche: café com adoçante e uma pêra
Jantar: Sopa de cenoura, salada de alface e milho com três pastelitos de bacalhau e melancia
Ceia: Carradas de melancia
Conclusão: Se alguém se ATREVER a mencionar um bife com batatas fritas e um ovo a cavalo (com quilos de mayonnaise para molhar as batatinhas e rios de molho para molhar o pãozinho)...

EU MORDO!

Penso eu de que...



Ok... Estilos de vida alternativos, S&M, BDSM... Ok. Dommes e subs... Ok, até que entendo. Andar com a sub à trela... tá bem, ok, quem gosta faz. Mas... Digo eu... Isto assim não será já um bocadito a mais, não?

sexta-feira, julho 14, 2006

No País das Fadas

Jornal de Notícias de hoje:

"CAVACO SILVA TERMINA JORNADAS EM DEFESA DA FAMÍLIA TRADICIONAL

(...) Disse que as famílias monoparentais são um risco duplicado de pobreza para as crianças, de 14% para 30%. Que, "para além da felicidade do homem e da mulher, há o filho, a filha (...)".

Diário de Notícias de hoje:

"CAVACO APELA A CUIDADOS NO DIVÓRCIO

(...) No balanço que fez a estes dois dias, passados nos distritos do Porto e de Aveiro, dedicados às crianças em risco e às mulheres maltratadas, o PR fez ainda um pedido para que a violência doméstica seja denunciada. "Apelo a que não se silencie, como aconteceu no passado, estas situações de agressão doméstica (...)". "(...)E a denúncia cabe a todos: "Não olhem para o Estado, esperando que ele faça tudo", afirmou o Chefe de Estado. Até porque "as instituições desenvolvem geralmente um trabalho mais humano, mais próximo, mais eficiente nas respostas que dão aos problemas da sociedade(...)".

Permitam-me bloguistas e leitores, uma tradução livre:

"... as famílias monoparentais são um risco acrescido de pobreza para as crianças..." - O meu processo de divórcio entrou no Tribunal de Família e Menores em 2003. Fiquei divorciada em 2006, após uma primeira decisão que não encountrou motivos suficientes para um divórcio e um apelo ao Tribunal da Relação, que os encontrou, miraculosamente, onde a primeira juíza não os viu. A minha filha, de 6 anos, tem pensão de alimentos (do pai) desde há 3 meses. Eu não trabalho (para quem não sabe, sou práticamente surda, o que é incompatível com a profissão que exercia), e estou à espera que a minha pensão de alimentos seja decidida, pelo mesmo Tribunal de Família e Menores, HÁ TRÊS ANOS.

"(...) um pedido para que a violência doméstica seja denunciada. "Apelo a que não se silencie, como aconteceu no passado, estas situações de agressão doméstica (...) - Fui agredida, na minha casa, tendo de ser transportada de ambulância para o hospital, para tratamento, onde regressei no dia seguinte para tratar um dedo partido não detectado na véspera. A minha filha (com três anos) assistiu à agressão. Ficou ao cuidado de estranhos, enquanto eu recebia tratamento. Apresentei queixa no DIAP, indiquei as testemunhas e os nomes dos agressores.

O principal agressor ainda não prestou depoimento porque, apesar de se deslocar todos os dias à mesma cidade onde o deve fazer, tem residência a... cerca de 1o quilómetros. Razão invocada: não se pode deslocar.

A principal testemunha reside, há anos, a 2 metros da minha casa. Vejo-a todos os dias - mas o DIAP não a consegue encontrar.

O processo já vai em mais de dois anos. O resultado que prevejo? A prescrição...

Por tudo isto, e comtodo o respeito, senhor Presidente da República (sim, da MINHA República): Faça o favor de esclarecer a que País se referia, nestas entrevistas. Ao meu País não era, concerteza. Talvez ao País das Fadas onde tudo é perfeito e a Justiça realmente funciona? Quem sabe...

quinta-feira, julho 13, 2006

Pronto...


... perdi a cabeça e desatei os cordões à bolsa! À segunda é de vez e, em Outubro, vou estar com a pitorra (que vê o vídeo do espectáculo vezes sem conta e já quase o sabe de cór) no Coliseu dos Recreios a ouvir estes miar e miar muito bem! O pior foi o preço... Passou os 100 euros, mas uma vez não são vezes (isto é assim como se fosse uma espécie de mantra que eu repito, constantemente, para aliviar a consciência e não entrar em pânico quando penso "cento e tal euros para ver os gatos... cento e tal euros...").
(em letras pequeninas para não assustar... Lá vou eu andar outra vez não sei quantos meses só com um par de sapatos... Pronto, é a vida...)





my pet!


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