sexta-feira, setembro 30, 2005

E Se Portugal fosse Holywood?

Era interessante... Principalmente saber quem faria que filme, como por exemplo:


Marques Mendes - “O Pequeno Stuart Little”
José Sócrates -
“Tróia”
Mário Soares - “O Regresso dos Mortos-Vivos”
Cavaco Silva -
“O Silêncio dos Inocentes”
José Maria Carrilho -
“Casei com uma Feiticeira”
Isaltino de Morais -
“A Golpada”
Fátima Felgueiras -
“A Fuga das Galinhas”
Avelino Ferreira Torres -
“Apanha-me... Se Puderes”
Jerónimo de Sousa -
“Eu, Robot”
Paulo Portas -
“A Gaiola das Malucas”
Manuel Alegre - “Quem Tramou Roger Rabbit?” ou “Titanic”
Santana Lopes -
“O Grande Gatsby”
Assembléia da República - “Feios, Porcos e Maus”
O Resto dos Portugas Todos - “Os Incríveis”


And the Oscar goes to...

Um caso raro de verdadeiro bom-humor

Logo de manhã, e por puro acaso, dei de caras com um daqueles Blogues que valem realmente a pena ver de princípio a fim - ou, como diz o outro, "até à última gota, até ao último bocadinho". É feito por um senhor chamado Artur Couto e Santos, vulgo "O Coiso", e conseguiu arrancar-me algumas boas gargalhadas (imperdível a página onde se podem consultar os vários sites de figuras conhecidas, desde Deus e o Dalai Lama até ao político mais minorca do mundo - esse mesmo; ou, ainda, as Histórias Pouco Clínicas, algumas verdadeiramente hilariantes). Tudo isto com muito, mas mesmo muito bom gosto, provando que humor e elegância podem mesmo andar a par.

Não percam - vale mesmo a pena...


http://www.coiso.net/index.html
Have Fun!
Update - Obrigada, Cogumelo... Nunca vejo quantos http:// lá ficam depois de copiar e passar o link! E obrigado pela correcção, Vizinho - de facto, não é um Blog, mas sim um site... Aprende, Maria!

quinta-feira, setembro 29, 2005

Cuidado com o degraaaaauuuuuuu....

Imagine-se uma noite de copos, do estilo de chegar a casa e tentar abrir a porta com o cigarro porque já se fumou a chave... pois... No dia seguinte, acorda-se de ressaca - e dá aquela vontade de despejar águas. Abre-se a porta da casa de banho, e....

quarta-feira, setembro 28, 2005

A última vez


Deslizaste e cobriste o meu corpo ainda vestido, luzes apagadas, tarde da noite. Sem uma palavra. Sem um beijo. O teu joelho entre as minhas pernas fez-me abrir, e imediatamente te senti dentro de mim. Antes, nada.

Movimentos automáticos, ritmados, estudados. Um gemido. Fim. Alívio.

Rolaste para o lado, viraste as costas e adormeceste pouco depois.

Eu... Catadupa de lembranças, memórias de quando a paixão era tanta que nada era proibido, nada era travado, só o instinto e a urgência importavam. Memórias de noites em que “fazer amor” e “sexo” eram uma e a mesma coisa. “Advanced lovers”, era assim que te referias a essa mistura. Recordações de beijos ininterruptos misturados com sensações prazer, dor, preenchimento total.


Nessa noite, não foste o amante. Foste o marido frio, distante, maquinal. Nessa noite, não houve amor, porque já não havia amor. Teu amor.

Deixei as lágrimas cair, uma, duas, muitas, uma hora, muitas horas. Sabia que tinha acabado. Sabia que eu tinha acabado, que aquela ferida nunca mais iria parar de sangrar e doer. Certeza inabalável. O fim.

No dia seguinte, soube que tinhas pedido o divórcio há mais de um mês.

A mulher-fêmea morreu nesse dia.

terça-feira, setembro 27, 2005

A primeira vez



Reclamaste o meu corpo como se fosse objecto. Despimo-nos com os olhos e com as bocas antes da nudez urgente. Não esperaste - a tua boca colou-se à minha, para depois descer em queda vertiginosa até àquela outra boca onde a fome dos sentidos gritava em gritos húmidos. Entraste em mim, explorador da gruta que para ti se abriu e te engoliu. Dedos, língua, membro, encheram-me mais do que o corpo, por entre pinceladas de doce de morango que devoravas misturado com aquele outro doce que escorria do meu desejo.

“Tens um corpo lindo” - disseste. Revelação... A auto-imagem nunca tinha sido o meu forte até esse momento. Mas contigo, senti-me a mais bela, a mais desejada. Bela Adormecida acordada só para me perder nesses teus olhos cor de azeitona madura. Deslizei por ti, conheci-te palmo a palmo, toquei-te inteiro com tudo o que tinha, mãos, língua, olhos, corpo. E recebi o teu desejo consumado dentro de mim, saboreado / sentido qual lava ardente e doce.

Nessa noite, a lua calou-se e brilhou mais branca por sobre dois corpos exaustos, suados, unidos. Foi o princípio. E nunca mais nada ficou igual.

domingo, setembro 25, 2005

Tô doentinha....


Otite + Faringite + 44,00 Euros de Farmácia = TOU DOENTINHA!

sábado, setembro 24, 2005

Ora vejamos...



Resumo das últimas notícias cá do burgo:

- Ainda não se sabe se Paulo Pedroso é ou não é inocente ou culpado (apesar de todos os testemunhos já ouvidos)

- Fátima Felgueiras regressa, é detida, fica em liberdade outra vez porque já não existe perigo de falcatruas, dado que já não está na Câmara Municipal. É claro que, se ganhar as eleições autárquicas (ao que tudo indica, cenário mais que provável), outro galo cantará... ou não?

- Isaltino de Morais, político mais que corrupto (mas com um sobrinho muito prestável), vai à frente nas sondagens para as eleições autárquicas, tudo indicando que poderá vir a ser o futuro Presidente da mesma Câmara Municipal.

- Os Magistrados e outros funcionários judiciais preparam-se para entrar em greve - isto num país onde se espera MAIS DE UM ANO por uma decisão do tribunal que condene um indivíduo que exerceu violência doméstica, repetidamente, e onde se espera anos a fio pela conclusão de processos judiciais, muita vez para ver os mesmos prescreverem graças à artimanha e habilidade de meia dúzia de pessoas que sabem aproveitar os buracos da nossa Lei.

Apetece perguntar:

MAS TÁ TUDO MALUCO OU QUÊ?????

Façam o favor de me ensinar como é que se pede a nacionalidade para um país civilizado???

Maria, 2005/09/24

sexta-feira, setembro 23, 2005

Tou de Greve


Hoje foi dia de limpezas, lavagens, esfregadelas (genuínas... o que é que estavam a pensar?) e demais actividades lúdico-higiénicas. Tou cansada. Amanhã posto bota, quer dizer, boto posta. Tchau!

quinta-feira, setembro 22, 2005

Teste só para senhoras

Com muita, muita... mas mesmo muuuuuita atenção e horas de concentração... conseguem-se ver uns cães na foto...

quarta-feira, setembro 21, 2005

O Mundo está mais pobre

terça-feira, setembro 20, 2005

Descubra as Diferenças

Namoro

Casamento

segunda-feira, setembro 19, 2005

Desistam...

domingo, setembro 18, 2005

Morangadas

A R. tem 6 anos. Entrou agora para o 1º ano do primeiro ciclo (no meu tempo, primeira classe), recém saída de um dos Colégios mais elitistas da capital e com entrada directa para a escola-modelo mais em voga no momento (através de poderosíssimas cunhas, como se imaginará).


Os pais da R. são divorciados. Um divórcio civilizadíssimo, de comum acordo. Ambos quadros superiores, com um rendimento muito acima da média; o cuidado que ambos têm com a educação académica de ambos os filhos (a R. tem um irmão, o B., com 4 anos, ainda a frequentar o tal Colégio) é irrepreensível. Quanto ao resto... é outra história... As duas crianças vivem com a mãe e a avó materna, passando a mãe uma média de meia hora por dia, em dias alternados (leia-se em dias em que não tem nada de mais interessante ou lucrativo para fazer)

Em casa da R. existem, para 4 pessoas (dois adultos e duas crianças), 5 televisões. Cada criança dispõe, assim, de um televisor privado, onde pode ver seja o que for sem a mínima supervisão de um adulto. Tanto a R. como o B. estão a ser educados, quase em exclusividade, pela avó materna, senhora de rendimentos recentemente desafogados, via ordenado da filha e demais benesses da mesma, e totalmente deslumbrada pela ascensão social meteórica que, assim, conseguiu. Senhora, também, de uma vida ocupadíssima, consequência de horas e horas passadas em amena cavaqueira com outras senhoras tão ou mais deslumbradas, no café, ao telefone, com a vizinhança...

Desde o primeiro episódio que a R. não perde pitada dos “Morangos com Açúcar”. Devora cada minuto, estendida na sua caminha cor-de-rosa de menina, sozinha, totalmente sózinha. Absorve cada lição (?) ouvida, sabe o nome dos personagens, os dramas e cada um, quem namora com quem e quem diz o quê. E tanto a avó como a mãe acham muito bem que assim seja, porque “mais tarde ou mais cedo ela vai saber destas coisas, e não adianta nada proibir”. E é a própria avó quem a chama, interrompendo-lhe a brincadeira, ás 7 da tarde, lembrando que a novela vai começar...

Outro dia, a R. perguntou-me, curiosa, o que era perder a virgindade... E eu, do alto dos meus 43 anos, engasguei, gaguejei, e lá consegui dizer que era qualquer coisa que devia ter a ver com a Virgem Maria, e que perguntasse à mãe ou à avó. Ainda perguntei onde tinha ouvido falar de virgindade, e a resposta deixou-me... sem fala:
- Foi nos Morangos com Açúcar, tia, tava lá uma “lébica” a dizer que queria perder a virgindade...

Será que sou eu que sou antiquada ou o papel da televisão como baby-sitter já ultrapassou todas as marcas do humanamente aceitável? E a culpa é de quem? Não me venham dizer que é da RTP, ou SIC, ou TVI... Não caberá aos pais, de uma vez por todas, abdicar de qualquer coisa e voltar àquela prática da nossa infância, chamada “proibir o que é perigoso e faz mal”, baseada no bom senso de quem efectivamente se preocupa com as gerações futuras? Custa assim tanto roubar algum tempo à luta pelo sucesso e pela riqueza, e dedicà-lo á formação da mente dos mais pequenos?

Temo pela R. e pelo que tanta morangada está a fazer àquela cabecinha de 6 aninhos... E digo como dizia a minha mãezinha:

“Filha minha, NÃO!”

E porque hoje é Domingo...
... hoje tou preguiçosa, não me apetece fazer nada e pronto!


sábado, setembro 17, 2005

Hobby


E nada como arranjar um hobby para descontraír, especialmente ao fim de semana...

sexta-feira, setembro 16, 2005


Lido algures na Net, há muito tempo... ficou-me na memória e resolvi partilhar:

"A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim.Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.Os Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque, como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego porque sabem que no futuro levar-nos-ão à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz, e entram-nos no coração devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo apaga.

Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas o que chamamos hesitação ou timidez talvez seja uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar .O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol durante a noite para não nos constiparmos e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá quando nos dói a garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor. É o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é o que passa, de vez em quando, férias com os amigos.

O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado; é o marido mais porreiro. Não é o que olha para nós todos os dias, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos, e que ainda arranja lugar para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir. Que, quando está cansado, fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro, Tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite,porque prefere ficar em casa a namorar e a ver a Dois. Cozinha o básico,mas faz os melhores ovos mexidos e vai à padaria num feriado.

O Príncipe é Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e faz-nos sentir importantes. Claro que, com tantos sapos, bem vestidos e cheios de conversa, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte.E como o melhor de viver é saber que um dia tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é deixa-lo ficar... e se for mesmo ele, fica."

E por causa do post anterior...

... Hoje tou de neura.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Um post sério



Vamos chamar os bois pelo nome, meus senhores: Este país é uma boa merda! Eu passo a explicar:

O meu aparelho auditivo avariou-se (pois... sou surda, surdêz hereditária e, no meu caso particular, incurável, degenerativa e evolutiva, bilateral. O nome fino para isto tudo é Otosclerose Bilateral). Hoje de manhã, quando olhei para o relógio, em vez de ver 7 e meia vi 10 e meia... e não era engano. Quanto aos sons do quotidiano... nada. Surda.

Fui à empresa que me fornece o aparelho e acessórios (pilhas, filtros, etc), e as notícias não podiam ser piores: altifalante queimado - o aparelho é digital, o que significa reparações ainda mais caras. E não parou por aí... O dito aparelho já está a dar o máximo da capacidade, e eu a ficar cada vez mais surda... Resultado: tenho de mudar para o modelo seguinte, retro-auricular.

Pergunta fundamental... Isso vai custar quanto?

Resposta... 1500 Euros, mais coisa menos coisa.

E a Maria, ingénua e parvinha, pergunta com um sorriso amarelo... E a Caixa de Previdência (no meu tempo chamava-se assim, agora parece que se chama Regime Geral de Segurança Social) comparticipa com quanto?

Resposta: Vinte e poucos Euros.

VINTE E POUCOS EUROS?????

Mas a porcaria do aparelho custa 1500... e sem ele fico surda... e o meu país ajuda-me com vinte e poucos Euros????

Epílogo: Vou fazer como faz toda a gente: Deixar as honestidades de lado e arranjar algém com ADSE ou SAMS ou outro qualquer e vigarizar o Sistema... Ai vou, vou!

Tirem-me deste País do Quarto Mundo, pelas alminhas!!!!

Nota Final - a porcaria do altifalante queimado custou 89,52 Euros... todinhos pagos cá pela Maria desempregada! Apetece dizer como o outro: E esta, heim?

Maria, 15/09/2005

quarta-feira, setembro 14, 2005

Sexo na Aldeia




Manhã... Primeiro café na única padaria aberta em toda a aldeia, distribuição geral de Bons-Dias para aqui e para ali.

Eis senão quando, já com os neurónios a trabalharem a cerca de 50%, via primeira dose de cafeína do dia, vejo aproximar-se um daqueles vultos redondos e pretos, lenço na cabeça e um sorriso de orelha a orelha:

- Bom dia, Menina
- Bom dia, Dona Alice
- Menina., que mal lhe pergunte... O Senhor Professor esteve mal dispostinho esta noite, esteve?


Mal disposto? Mmmm... Ora vejamos... A noite até que nem foi nada má, com umas acrobacias pelo meio e respectiva pesca do vestuário no fim da sessão (em cima do candeeiro, por baixo da cama, “Como é que isto foi aqui parar?”, ao pé da porta... ) mas... Mal disposto? Que eu visse....

- Não, Dona Alice, acho que não... Só se foi quando eu estava a dormir...

- Ai, Menina, deve ter sido isso, deve... É que eu ouvi uns Ais tão tristes, Menina, assim uns arranques, sabe? E pensei cá para comigo “Coitadinho do Senhor Professor, deve estar mal dispostinho”... Até pensei bater-lhe à porta, Menina, mas o meu homem não deixou, disse que se fosse preciso a Menina chamava...


Antes de abrir a boca num sorriso com todas as tonalidades do amarelo, o pobre do cérebro já estava a trabalhar a 100%. E agora, o que é que eu digo? O olhar inquisitivo da minha interlocutora não deixava fuga possível... Tinha de dizer qualquer coisa...

- Muito obrigada, Dona Alice, o Senhor Professor está bem, esteve só um bocadinho enjoado de noite, deve ter sido qualquer coisa que comeu...

O olhar de alívio da Dona Alice indicou-me que, desta, já estava safa... Ou não....

- Ai, Menina, ainda bem! A Menina faça-lhe um caldinho, que eu mato-lhe uma pita fresquinha, vai ver que isso passa. Mas olhe que o meu homem nunca faz barulho quando enjoa, Menina... Também, o pobrezinho já quase nunca enjoa! E eu que o diga!


Pois... A gargalhadinha maquiavélica não enganou ninguém... Enjoado, o tanas!

- Até logo, Dona Alice... Tenho de ir...
- Vá com Deus, Menina... Se quiser a pitinha diga, que eu vou -lha lá levar, não se esqueça!


Segui, a tomar nota mentalmente que temos de mandar forrar o quarto com cortiça ou outra treta qualquer... Por causa dos enjoos, já se vê!

Maria, 14/09/2005

O novo símbolo da Mercedes...

Promessas Eleitorais

Não sei quem é o Autor, mas que está bem apanhado, lá isso está... Ora vejam:


ANTES DA POSSE:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo de certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

APÓS A POSSE:
Leiam as linhas inteiras de baixo para cima!

terça-feira, setembro 13, 2005

Negação


Olha-me, deseja-me, mede-me com a tua luxúria.
Mas não me toques.
Sente o meu aroma a terra molhada, a sol, a madrugadas.
Mas não me toques.
Recusa em mim os teus dedos errantes
Nega a sede que vem da minha fonte aberta
Fremente. Pulsante. Viva ainda.
Sente o desejo que escorre das minhas coxas
E ouve os meus gemidos feitos de ausências, de nadas
Deleita-te com o meu toque
Suspira ... Aproxima-te...


Mas não me toques.
Se me tocares...


Acaba-se a magia, fecha-se o sonho em melancolia
Instala-se a realidade e fico só eu.. Só nós...


E eu não serei mais fêmea, mulher, criatura inventada
E tu serás fantasia, delírio, o fim de tantos sonhos.


Por tudo isso, não me toques. Vê. Deseja.

Quer. Suspira.

Quando acordarmos... Vamos ser nós outra vez.
Maria, 13/09/2005

segunda-feira, setembro 12, 2005

Ainda não percebi...


... o que é que tem assim de tão especial...

Sou só eu, ou...


... quando é para arranjar espaço para arrumar as tralhas todas, esta casa parece uma roulotte daquelas mesmo minúsculas - mas quando toca a limpar... isto mais parece a porcaria do Palácio de Queluz, jardins incluídos!

Um dia destes tenho de me livrar de alguma desta tralha, ai tenho, tenho... Ou isso, ou arranjo un escravo!

... E enquanto New Orleans agoniza...


- Ó pai, ó pai, aquele menino tá-se a afogar!
- O raio do puto que não se cala! Fecha a boca e segura bem esse carapau, senão não almoças hoje!

sábado, setembro 10, 2005

Fiction... or not?




Ás vezes (muitas vezes), é mais fácil exprimir determinados sentimentos num outro idioma, mais distante da realidade crua e nua que a própria proporciona. Ás vezes... a línguagem de todos os dias alimenta as memórias de tal forma que a fuga se faz imperiosa.

Ás vezes... é com o linguajar dos outros que é preciso sentir e falar os sentidos...


THE END

She sat there. Just sat there, hiding amongst the shadows of the dark corner where she had slowly crawled into. Feeling the cold of the tiles on her back, the cold floor beneath her knees. She just sat there.

“- Useless - you are useless. You gained too much weight, you don’t work, you fake your illnesses - useless woman, bad mother, bad house wife, liar, useless, slut, whore, fat, ugly.”

She felt her heart stop. Like that - one beat, two beats… stop. She knew it had stopped, she couldn’t understand how she could still be breathing, seeing, crying - her heart had stopped, why wasn’t she dead? She should be dead. She had to, no one could live with a dead heart.

And yet she was there. Kneeling, curled up in a ball, her arms over her head, eyes closed, not seeing, she could not see anymore… her mouth opened in a vain attempt to let out a primeval scream, yet no sound could be heard… dead hearts scream in silence.

“- you disgust me, I can’t touch you without feeling like puking, you smell like shit, look at you, you drag that fat belly all over and do nothing, you have no place to die, you have nothing, you are nothing, I could step on you like a dirty rat and feel nothing”

SNAP!

He was no longer there. He was no longer a part of her world. He had ceased to exist in a fraction of a moment. No one. She was alone. Silence.
She stood up… her eyes were now totally dry. He heart came back to life… thump-thump-thump-THUMP-THUMP-THUMP!


Her chin lifted up, she aimed her eyes at the front wall, blank wall, nothing between her eyes and the wall. Her feet moved. In an unconscious movement, she stepped slightly sideways to avoid bumping into something… something that wasn’t there anymore.

She left. A vague notion of loss still clingued, but behind her there was only silence… absence of life and sound. Her world had a void place now.

She decided to live. His insults, His violence, His indifference had been her punishment for something she could never understand… Her life would be His punishment for ever.


He was no longer. She was beginning.

Tenho gostos simples...


... tão simples que, se mais algum me prender, vai ter de ser com umas destas ------->

Cábula




Dizem p'raí as más línguas que o homenzinho traz esta na manga para ler quando não sabe descalçar a bota... Se calhar até é verdade!

A Mentira do Poeta


Diziam que amor é ferida que dói e não se sente.
Dói, sim. Sente-se. Sangra e dói, dói e sangra.
Mais nada. É um sentir sem sentimento, fremente
Barco sem rumo, que se afunda e nunca chega a angra

Exangue ferida que leva tudo, arrasta a alma,
Dor lancinante que dói no corpo, em todo o lado
Âmago de ser e não ser, ao mesmo tempo tudo e nada
Liberdade em grades frias descansando, pedaço amargurado.

E a vida vai escoando, levada nessa dor premente
A luz escurece… o perfume esvai-se… tudo acaba
Por ser ferida que dói, que sangra, que se sente
Por ser morte em vida, sepultura escura desta alma.

Amor rima com dor, com fervor, com pavor
Versos que a vida dá, impõe, crava com jeito
Faz verso com tremor, com ardor, com rancor
Por isso não amo mais… e é tão vazio o meu peito.
Maria, 8/9/2005

sexta-feira, setembro 09, 2005

Eu, Bloguista caloira, me confesso


Pois é... O bicho pega-se mesmo e, depois de quase dois anos a ver Blogs óptimos, bons, maus e mesmo muito maus, criei coragem e resolvi botar faladura no mundo da Blogosfera. Isto é que foi coragem, hein?

Mas serve este post para explicar as intricâncias do contágio, que isto de Bloguites é mesmo bicho muito contagioso. E já se sabe... vai-se a ver, a proximidade com alguns "doentes" de qualidade teve este resultado.

A "doente"
http://afundasao.blogspot.com , mais conhecida como a Dona São ou a Fabulosa Sãozinha, incutiu-me coragem suficiente para arriscar um ou outro comentário no Blog da FundaSão - e, como até nem fui mal recebida, isto é, ninguém me pôs porta fora com um pontapé no dito, por lá fiquei...

Outro dos "pacientes" (e que paciência, senhores!) foi o meu Vizinho
http://vizinho.blogspot.com , outro que recebeu os comentários desta vizinha com a qualidade que só se encontra na boa Vizinhança.

Devo dizer que, depois de ver tantos, tantos, taaaantos blogs, estes dois são autênticas pérolas de qualidade, humor, "cóltura" e, no caso da senhora de quem falei lá para cima, dedicaSão.

Outros houve, mas estes dois foram, por assim dizer, os "pais" deste que agora começa (não, não vou exigir mesada nem vou apresentar o meu namorado).


Portantos... Olá cá estou eu, o Brize cont... espera, não é este.... Olá, olá, sou a Maria (mais uma...) e cheguei de malas aviadas para ficar... por quanto tempo, sabe-se lá.

Bjinhos da Maria vai cas ostras

Noite


NOITE

E é na solidão da noite que eu me abraço, acaricio
No silêncio ainda mais calado das coisas paradas
E grito, contorço, gemo e desfaço-me em cio
Arfo para fora a dor, liberto enfim as minhas mãos aladas

Temo já não ser, não dar, não estar
Arrepios de medo percorrem o que eu fui, outrora,
Suor e lágrimas em rio desatinado, em mar
Memórias de demónios, anjos, do que sou agora


E o teu cheiro atormenta-me, leva-me o sono
Para paragens onde humana gente não se sabe
Para lá de tudo, onde o sonho é pesadelo e grito


E chamo o teu nome, ainda, nem sei como
E quero voltar atrás, de um jeito que na alma não cabe
E quero adormecer… descansar… levar-me toda ao infinito…
Maria, 08/09/2005

Cá estou eu... zinha


Pois é... rendi-me ás Bloguices e cá estou eu... Vamos ver o que isto dá - para já isto parece-me bem...

Beijinhos a todos e... Wish me luck!


Maria vai cas Ostras





my pet!


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