sábado, setembro 10, 2005

A Mentira do Poeta


Diziam que amor é ferida que dói e não se sente.
Dói, sim. Sente-se. Sangra e dói, dói e sangra.
Mais nada. É um sentir sem sentimento, fremente
Barco sem rumo, que se afunda e nunca chega a angra

Exangue ferida que leva tudo, arrasta a alma,
Dor lancinante que dói no corpo, em todo o lado
Âmago de ser e não ser, ao mesmo tempo tudo e nada
Liberdade em grades frias descansando, pedaço amargurado.

E a vida vai escoando, levada nessa dor premente
A luz escurece… o perfume esvai-se… tudo acaba
Por ser ferida que dói, que sangra, que se sente
Por ser morte em vida, sepultura escura desta alma.

Amor rima com dor, com fervor, com pavor
Versos que a vida dá, impõe, crava com jeito
Faz verso com tremor, com ardor, com rancor
Por isso não amo mais… e é tão vazio o meu peito.
Maria, 8/9/2005

5 Comments:

At 4:05 da tarde, Anonymous CONTUSA said...

Liiiiiiindo!...

 
At 4:44 da tarde, Blogger santos said...

a mim ainda doi e olha que doi como a porra

 
At 7:14 da tarde, Blogger São Rosas said...

Amar enche o peito?!
eheheheheh

 
At 8:09 da tarde, Blogger Maria vai c'as ostras said...

Pois... se calhar é por isso que eu sou 42B... vai-se a ver, foi tudo amor!

 
At 11:19 da manhã, Anonymous Shortbow said...

sim... mas quando menos se espera...

 

Enviar um comentário

<< Home





my pet!


referer referrer referers referrers http_referer
Web Site Counter
Counters