sexta-feira, setembro 09, 2005

Noite


NOITE

E é na solidão da noite que eu me abraço, acaricio
No silêncio ainda mais calado das coisas paradas
E grito, contorço, gemo e desfaço-me em cio
Arfo para fora a dor, liberto enfim as minhas mãos aladas

Temo já não ser, não dar, não estar
Arrepios de medo percorrem o que eu fui, outrora,
Suor e lágrimas em rio desatinado, em mar
Memórias de demónios, anjos, do que sou agora


E o teu cheiro atormenta-me, leva-me o sono
Para paragens onde humana gente não se sabe
Para lá de tudo, onde o sonho é pesadelo e grito


E chamo o teu nome, ainda, nem sei como
E quero voltar atrás, de um jeito que na alma não cabe
E quero adormecer… descansar… levar-me toda ao infinito…
Maria, 08/09/2005

3 Comments:

At 7:09 da manhã, Blogger Gabriel de Sousa said...

Bem-vinda à blogoesfera!
És tão boaaaaa!! (pelo menos... poetiza.O resto não sei...) rsrsrs
Um beijo.
Gabriel

 
At 10:49 da manhã, Blogger São Rosas said...

Mariazinha, desculpa lá mas este poema teve que ir cas ostras para o blog porcalhoto do costume. Está uma delícia. Quando tiveres mais miminhos destes vai-me dizendo, conão sabia que tinhas este jeitinho bom ;-)

 
At 5:25 da tarde, Anonymous Joserobertoluiz said...

Oi Maria, bela como tu, não existe, vem pra cá sentir o bafo dos trópicos.

 

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