sexta-feira, outubro 28, 2005

Marte e Vénus

- Eles gostam de fazer sexo
- Nós gostamos de fazer sexo se não tivermos de arrumar a cozinha primeiro


- Eles guardam as moedas nos bolsos, em cima do frigorífico, em cima da mesa, no chão do carro...
- Nós sabemos usar porta-moedas


- Eles só vão às compras quando tem mesmo de ser
- Nós vamos às compras porque tem mesmo de ser


- Eles fazem xixi à beirada estrada, nos montes, nos vales, na estação de serviço...
- Nós fazemos antes de sair de casa


- Eles sabem tudo sobre o carro que têm
- Nós gostamos de carros bonitos


- Eles são experientes
- Nós temos reputação


- Eles acham que a relação está acabada quando nós dizemos “Acabou”
- Nós nunca acreditamos que acabou, mesmo quando dizemos “Acabou”. Nós só queremos que eles aprendam uma boa lição


- Eles só precisam de um mapa para planear um fim de semana fora de casa
- Nós precisamos de ir ao cabeleireiro, fazer dieta durante uma semana antes, três toaletes novas e, pelo menos, 22 pares de sapatos novinhos a estrear


- Eles têm um pénis
- Nós temos várias zonas erógenas


- Eles fazem-nos festinhas no cabelo duas ou três vezes e acariciam-nos o peito
- Nós preferimos preliminares


- Eles desconfiam que o tamanho conta
- Nós sabemos que conta


- Eles gostam de nós com um ar natural
- Nós também gostamos do nosso ar natural, mas sabemos exactamente o que custa parecer natural


- Eles acham perfeitamente inútil estar ao telefone para conversar com alguém que vão ver daí a uma semana
- Nós falamos ao telefone durante horas com alguém que vamos ver logo à tarde


- Eles mentem de vez em quando
- Nós não mentimos, só achamos perfeitamente normal dizer que comprámos aquilo tudo em saldo a metade do preço .

Eu não diria melhor!

Excerto indecentemente roubado no excelente blog Núcleo Mole (http://nucleomole.blogs.sapo.pt)... Vem de encontro a muitas das minhas próprias convicções - nas quais que se baseia a minha decisão de não inundar o meu "rebento" com horários de agenda de executivo, tipo ballet, ginástica, natação, informática, música, psicólogo, terapeuta disto e daquilo, etc, etc, etc.

Crianças têm de ter espaço para serem crianças, espaço e tempo para deixarem a imaginação voar e perder-se numa qualquer brincadeira inventada com o que têm mais à mão no momento. Defendo uma dinâmica parental vigilante, sim, atenta, mas não organizadora até ao pormenor, castradora da metade das 24 horas do dia dos mais pequenos com o falso pretexto de melhor os preparar para a futura vida adulta. Preparação? Concerteza. Mas sem stress desnecessário e com os devidos limites ditados pelo bom senso dos que também já passaram pela infância e têm obrigação de ainda recordar aqueles momentos deliciosos de liberdade em que só se brincava... despreocupadamente.

Eis o texto:

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho, as quecas de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!" João Pereira Coutinho, jornalista

Maria, 28/10/2005

quinta-feira, outubro 27, 2005

Uma Pérola genuína

Do blog "Mesa de Café: quero uma caneta, um bloco e um café..." ( http://mesadecafe.blogspot.com/ ) surge esta pérola de sentimentos impossíveis de descrever com meras palavras... Não resisti a pô-la aqui também , para que mais e mais pessoas a possam partilhar:

http://www.keepmyfile.com/wmedia/ca1036118134/

Vejam com atenção... Vale a pena.

terça-feira, outubro 25, 2005

O Código Secreto - Parte I


HOMEMS... Finalmente! Eis algumas das regras do nosso Código Secreto Feminino, até agora nunca divulgadas:

- Um homem só se convida para ir às compras connosco se não houver mais ningém para levar os sacos ou para nos levar ao Centro Comercial;
- Todas, mas TODAS as estrelas de cinema têm maminhas falsas;


- Quando um homem nos pergunta como vai a nossa vida, dizemos “vai bem”; NO ENTANTO, se a mesma pergunta for feita num programa do Manuel Luis Goucha ou da Teresa Guilherme, nós responderemos até ao detalhe mais íntimo e escabroso;
- Os efeitos calóricos dos pastéis de nata ou do gelado de chocolate são sempre anulados pelo efeito da 7-Up ou da Coca-Cola Light;


- Os nossos pés são dúcteis e flexíveis, cabendo em sapatos que vão do 34 ao 39, dependendo se estão em saldo ou não;
- Acreditem: “pares de sapatos a mais” é uma expressão que não faz parte do nosso vocabulário - é mesmo sacrilégio!


- Os homens são como blocos de mármore, as mulheres como escultores. Cabe-nos a nós martelar e arrancar bocados até conseguirmos produzir algo de vagamente aceitável. Eles no fim acabam por nos agradecer.
- Qualquer coisa que se coma enquanto se cozinha não tem calorias;


- É um facto mundialmente aceite na comunidade científica que as mulheres engordam se comerem só saladas e iogurte, assim como a constatação de que comer muita alface causa depressão.
- Até a Angelina Jolie deve ter pelo menos qualquer coisinha que detesta no corpinho que tem (já para não falar das maminhas falsas... Ver acima).


Quem é amiga e conta segredinhos, quem é?Qualquer dia divulgo aqui o Código Secreto do Macho, prometo!

Maria, 25/10/2005

Derreti


10 da noite, a pitorra já devia estar a dormir... Mas acabou de sair daqui depois do seguinte diálogo:

- Mamã, posso só dizer uma coisa? Eu gosto de ti mil vezes maior do que o mundo...

(seguiu-se um abraço e uns quantos beijinhos)

Depois, virou costas... e foi dormir.

Derreti!

domingo, outubro 23, 2005

Afinal sempre existe...

O Fim... http://home.att.net/~cecw/lastpage.htm

Fonte: Diário de Notícias de hoje:

" (...) Na mensagem final da XI Assembleia Geral do Sínodo, reunida no Vaticano desde o dia 2 sob o tema "Eucaristia, fonte e objectivo da vida e da missão da Igreja", é também reiterado o "não" à comunhão eucarística para os divorciados, mas sem incluir qualquer referência ao celibato.

Os 256 bispos participantes asseguraram que os divorciados recasados não estão excluídos da vida da Igreja, pedindo-lhes, inclusive, que participem na missa dominical, mas reiteraram que não podem comungar devido à "situação familiar irregular" em que vivem. Apenas poderão comungar se não mantiverem relações físicas com o seu par e, neste caso, é-lhes aconselhado a que o façam com discrição, indo a um templo onde não sejam conhecidos para evitar que alguém possa ficar escandalizado. (...) "

Resumindo: Para comer a tal da bolachinha, é favor esconderem-se bem escondidos, e só se forem impotentes e frígidas!

E digo eu... Qualquer semelhança com a psicologia da avestruz... será pura coincidência?

Tá visto - o último a sair da capelinha que apague a luz e feche a porta... as moscas agradecem!

sábado, outubro 22, 2005

Mãe sofre...

Ouvido esta semana:

Mamã, qual é a cor dá Ácádénia?

Tás a tirar o rolha da maçã?

Tá a chover e tenho de levar a Garbina!

Eu sou uma criança, tens de me respeitar!

Galinha de cricassé

(a jogar ás escondidas) - Mas tu não me podes encontrar porque eu foi desaparecida!

Temos de ir, temos uma megença! (emergência)

“Eu era o coelhinho e tu tinhas tido um bébé da barriga, boa?”

“O Miguel já tem 16 anos, atão já é velhinho”

“Não se pode shpridiçar dinheiro!!! “

Um destes dias compro um dicionário Filha/Mãe, ai compro, compro...

E pensar eu que um destes dois cromos pode chegar a ser Presidente... Se isto não é a República das Bananas, pelo menos faz fronteira com o Bananal... Ora vejam:

Tenho ou não tenho razão, hein?

sexta-feira, outubro 21, 2005

Fátima e Fé


A propósito do post do João Tunes sobre Fátima* ( http://agualisa4.blogs.sapo.pt/ ), onde tive a oportunidade de inserir um comentário breve básicamente concordante com o exposto pelo Padre Mário de Oliveira (“Contas à Vida”, Viriato Teles, Ed. Sete Caminhos), parece-me oportuno deixar aqui mais alguns pontos de vista que considero importantes.

Fátima, como local de culto mariano, há muito que deixou de o ser (se é que, alguma vez, o foi efectivamente). O que se passa em Fátima, actualmente, é o culminar de uma doutrinação secular baseada na idolatria herdada de práticas ancestrais e profundamente arreigadas na alma dos povos, Ibéricos e outros - Fátima é o supra-sumo da religião da culpa e do pecado sem salvação possível, a não ser através da mortificação masoquista e violenta, não da alma, mas do corpo. É o invólucro corporal que constitui o cerne que mantém Fátima viva - ir a Fátima, rezar em Fátima, fazer o sacrifício da deslocação para quilómetros de distância para poder estar lá, junto de todos aqueles que se mortificam e prejudicam a saúde física e mental, isso sim, é Fátima.

E é isso mesmo que continua a ser alimentado pelo clero católico. Não a oração interior, sincera, sentida e em comunhão com o místico Divino para alívio das dores da alma e louvor à Entidade Suprema. Joelhos esfolados, pés cheios de bolhas, desmaios por causa do calor ou do frio, horas sem fim de pé, isso sim, isso é SER CATÓLICO. Fortunas gastas em velas que ardem em piras de aspecto infernal, num festim de cera derretida e bolsos a encher para quem as fabrica e vende, isso sim, é RELIGIÃO. Milhares de euros gastos em flores de cheiro doentio para enfeitar uma qualquer imagem idólatra, fruto da imaginação e oportunismo político nascido numa época em que a religiosidade e o Estado eram um só e se sustentavam mútuamente, isso sim, é ORAÇÃO. E o aproveitamento de três crianças ignorantes e pobres, a cujas famílias não foi dada qualquer outra escolha senão fazer parte de todo um esquema montado cuidadosamente, e alimentado por muitas e muitas almas simples e crédulas que o aceitaram como facto consumado, isso sim, é SER CRENTE.

Não é essa a minha Fátima. Não é essa a minha fé, a minha tremenda fé em Maria, que foi Mãe humilde e mulher como eu. Não. A minha fé é outra, a minha oração é feita sem recurso à doutrina da culpa e à cultura do masoquismo. Sacrifícios? Faço, sim. Todos os dias. Mas não incluem gastar sapatos ou joelheiras para que as minhas orações sejam ouvidas. Nem incluem contratos de “toma lá, dá cá” com o Divino. A minha fé é uma fé de crescimento e reforma interiores, de aproximação aos Homens e de compreensão da vida e do Mundo. É uma fé que me diz que posso ter esperança, não num qualquer Paraíso do Além, mas numa aceitação tranquila do Mundo em que vivo e no esforço próprio para que esse mesmo Mundo seja um pouco melhor depois de eu o deixar.

O meu Cristo não é um Cristo morto na cruz, mas um Cristo vivo que me ensina todos os dias que “Onde estiver o tesouro, aí estará o coração”.

Por isso não acredito em Fátima, nem participo de toda a encenação e mistificação fatimista. Porque ser Cristão não é queimar velas, esfolar joelhos ou gastar meias solas. Ser Cristão é muito mais do que isso, e é por isso que é tão difícil sê-lo. É acreditar na Essência do Divino sem precisar do acessório físico que lhe dê suporte. E é, principalmente, usar a inteligência com que esse mesmo Divino me dotou para distinguir entre o que é negócio da fé e fé propriamente dita. A última não está lá, em Fátima - está dentro de cada um.
* - A quem agradeço a honra de ter aceite o meu comentário e o ter transformado num post acessório ao primeiro.
Maria, 21/10/2005

E agora???


Se começarmos a pensar no que comemos, chegamos à brilhante conclusão de que:

- As galinhas, frangos, patos e demais passarocos estão engripados;

- O peixe está carregadinho de mercúrio e outros metais pesados;

- A carne de porco faz mal ao coração, ao colesterol, à tensão arterial, etc;

- As vacas estão malucas;

- Demasiados carbohidratos (batatas, massas, etc.) engordam e dão sono;

- O pão engorda

- As saladas são regadas com a tal água contaminada, e trazem toda a espécie de bicharada agarrada;

- O sal faz mal;

- As gorduras fazem mal a tudo e a mais alguma coisa;

- O açúcar faz mal, engorda e estraga os dentes;

- O café e o chá excitam;

- A água está contaminada e sabe mal;

- O vinho é a martelo e faz mal;

- A fruta está coberta de pesticidas;

- O leite vem das tais vacas histéricas, e os ovos das tais galinhas com o pingo no nariz;

Eu pergunto:

MAS QUE RAIO É QUE EU COMO AGORA?????

quarta-feira, outubro 19, 2005

Oração do Eleitor

Pai Nosso, olha para o meu País e ouve a voz desta Maria que já está fartinha de corruptos e indecisos:

Livra-nos, Senhor, de o Portas se lembrar de voltar ao activo, e proíbe-lhe a entrada em feiras e romarias (mas deixa-o cirandar pelas discotecas e festas da moda, afinal emprese distrai e não manda bocas foleiras para o ar... As vendedeiras e peixeiras também agradecem);

Ilumina, Senhor, a cabecinha daquele Professor Doutor de Boliqueime que cismou que quer ser Presidente de nós todos, e faz com que acorde um belo dia e diga bem alto “Afinal, já não quero ser candidato!”

Esclarece, Senhor, as ideias obnubiladas pelo evidente estado gerontológicamente confuso daquele outro candidato, e faz com que acorde um belo dia e diga, bem alto, “Afinal já não quero brincar... Agora quero é sopinhas e descanço, Maria”

Segura, Senhor, o nosso Durão lá pelas Bélgicas, que nós por cá ficamos bem e até cumprimos penitência - mas dá-lhe antes outro sítio qualquer para ele poder brincar e onde possa tirar, definitivamente, o pézinho daquela monumental argola onde o mete vezes sem conta (e já agora, se não for pedir demais... O homem precisa mesmo de mais 10 centímetros na altura e menos outros tantos no tamanho do nariz...)

E por último, Oh Criador, livra-nos dos Santanas, Isaltinos, Avelinos, Fátima (as Felgueiras, não as santinhas), porque sinceramente... Lá expulsar o Adão e a Eva do Paraíso, ainda vá que não vá, agora fazer-nos aguentar com esta cambada toda já é dose! Afinal, isto é Portugal ou é o Inferno??? *

* Não é preciso incomodares-Te a responder...
Maria, 19/10/2005

Dear Penis

Há muito tempo que não me ria assim - Não percam, em
http://www.rodneycarrington.com/dearpenis.php

Enjoy!

terça-feira, outubro 18, 2005

Futebol... ARGH!

E no passado Domingo, passei 90 minutos a ouvir uma pitorra de cinco anos a gritar, de meio em meio minuto:

FORÇA ÁCÁDÉNIA! FORÇA ÁCADÉNIA!

Se calhar a piquena não vai ser do Sporting... sei lá...

Maria, 18/10/2005

segunda-feira, outubro 17, 2005

Mais uma reivindicação


São os magistrados, os polícias, os militares, os estudantes... Todos, todinhos querem manter previlégios e, para tal, manifestam-se ruidosamente.

Ora, para não fugir à regra (moda?), aqui nas Ostras também foi recebida uma carta de reivindicações, que passo a transcrever:

" Exmª Gerência,

Eu, Pénis, pela presente requisito um aumento de salário, pelas seguintes razões:

1- O meu trabalho puxa-me pelo físico
2- Trabalho a grandes profundidades
3- Mergulho sempre de cabeça em tudo o que faço
4- Não gozo fins de semana, nem feriados
5- Trabalho em ambientes extremamente húmidos
6- Não recebo qualquer pagamento por horas extraordinárias
7- O local de trabalho é escuro e tem muito pouca ventilação
8- Trabalho debaixo de temperaturas altíssimas
9 - Estou permanentemente exposto ao risco de doenças contagiosas

Assinado,

O Pénis"

A gerência daqui das Ostras já respondeu... assim:

"Exmº Sr. Pénis,

Depois de ler o seu pedido, e após considerar todos os seus argumentos, a Gerência vê-se obrigada a negar as suas reivindicações, pelos seguintes motivos:

1- Não trabalha 8 horas por dia, como é de lei
2- Após um breve período de actividade, adormece no posto de trabalho
3- Nem sempre cumpre as ordens que recebe da Gerência
4- Não permanece no seu local de trabalho, visitando frequentemente outras áreas circundantes
5- Não é capaz de tomar uma iniciativa - necessita de ser constantemente estimulado e pressionado para começar a trabalhar
6- Após cada turno, deixa o local de trabalho em péssimo estado
7- Nem sempre cumpre as regras de segurança, tal como o uso de vestuário protector
8- Atingirá a reforma, muito provávelmente, muito antes dos 65 anos de idade
9- Raramente é capaz de trabalhar dois turnos seguidos
10- Abandona frequentemente o seu posto de trabalho muito antes do fim do período de actividade
11- Para terminar, tem sido constantemente visto a entrar e sair do seu local de trabalho com dois sacos de aparência mais do que suspeita.

Atentamente,

A Gerência"

sábado, outubro 15, 2005

Ainda não foi desta

Ora bem, parece que desta já escapei. Com cházinhos e mézinhas, xaropes e antibióticos, cá estou eu, ainda um bocado assarapantada, mas de pé como as árvores. E prontinha para continuar a queimar neurónios com o que por aqui vou escrevendo (por falar em neurónios, quer-me cá parecer que o Tico e o Teco ainda mexem, embora o Teco ande um bocadinho esquisito ultimamente, com umas idéias que... bom... adiante....).



Um muito, muito obrigado a todos os que aqui deixaram votos de melhoras, sabe bem receber esses miminhos... E, para evitar mais desgraças, prometo que nunca, nunca mais me ponho à janela vestida só com a roupinha com que nasci, logo a seguir ao banhinho quentinho (a vizinhança parece que está dividida quanto a este assunto, uns dizem que adoram e babam-se todos, outros quase que morrem de susto... enfim... não se pode agradar a todos, não é?).



Ora portantos, coisa e tal, tal e coisa (não é ESSA coisa, suas mentezinhas depravadas!)... cá vou eu... Ao trabalho, Maria!

sexta-feira, outubro 14, 2005

Momento de Loucura

Já não sei quem o escreveu, mas adorei este pequeno texto. Se o autor estiver por aí, que se acuse faxavor.

MOMENTO DE LOUCURA...
Quando te encontrar...
Levar-te-ei até a cama... Sem pedir licença...
Tocar-te-ei em todo o teu corpo,
E sádicamente...
Te possuirei!
Vou-te deixar com uma enorme
Sensacão de cansaço...
Entregue!
Lentamente...
Vou-te fazer sentir arrepios,
Fazer-te suar...
Profundamente!
Irás gemer...
Até chorar.
Deixar-te-ei ofegante,
Tirar-te-ei o ar,
A tua cabeca pulsará.
Da cama...
Não conseguiras sair...
E quando terminar,
Irei embora.
Até a proxima...
Assinado:

A gripe ... eheheheh!!

quarta-feira, outubro 12, 2005

Afinal havia outro...

Pois é... O que devia ser constipação, afinal, é pneumonia. A Maria tá no choco, e volta quando conseguir estar sentada mais do que 2 minutos sem tossir as tripas. Jinhos... Esperem por mim!

terça-feira, outubro 11, 2005

Já Está!


O grilinho canta
Sempre à noitinha
Gri gri gri gri gri
Que rica vidinha!
Eu então respondo
Da minha caminha
Atchim! Atchim! Atchim! Atchim!
Estou constipadinha!
(cantiguinha que aprendi por alturas da última Idade do Gelo, quando era novinha)

O bicho apanhou-me... TOU CONSTIPADA!

segunda-feira, outubro 10, 2005

10 de Outubro, Dia Mundial Contra a Pena de Morte



Comemora-se hoje o Dia Mundial contra a Pena de Morte. Segundo o relatório da Amnistia Internacional, são ainda cerca de 75 os países que aplicam a pena capital, havendo ainda mais cerca de 20 que, embora seguindo uma política de tendência abolicionista, a prevêem nas suas legislações.

De entre os países que mais aplicaram a pena de morte em 2004, destacam-se a China, o Vietname e os Estados Unidos da América.

Lembro-me que, quando fiz o chamado exame de admissão à velhinha Universidade Livre de Lisboa, para entrar no curso de Direito, a pergunta que me calhou na prova livre (ou de Cultura Geral, já não me recordo) foi precisamente se concordava com a aplicação da pena de morte, e porquê. Ora, sendo eu de extensa verborreia na palavra escrita, devo ter enchido 4 ou 5 páginas com a minha condenação veemente em relação a tal prática. Tinha 19 aninhos... E achava que o mundo devia ser uma paleta de cores onde predominava o cor-de-rosa das lentes com que ainda o via.

Hoje... Passados quase 25 anos sobre aquela prova.. Já não tenho assim tanta certeza. Sou mãe. A minha filha é o bem mais precioso, é a minha vida e todo o meu mundo. E dou por mim a pensar que... Se calhar... Se alguém lhe fizesse mal, eu estaria entre as primeiras a exigir a mesma pena de morte, que então condenei, para a mão que a magoasse ou destruísse. A minha capacidade de perdão vai tão somente até onde acaba a segurança e a integridade física e mental do meu rebento.

Seremos todos assim? Dois pesos e duas medidas? Defenderemos os nossos ideais só até ao dia em que os mesmos possam ameaçar aqueles a quem amamos e que são todo o nosso mundo? Será isto hipocrisia ou tão só realismo?

Alguém um dia disse que não estaria disposto a morrer pelas suas ideias porque, afinal, até podiam estar erradas. Subscrevo e assino, mas nem por isso deixo de condenar uma prática bárbara e injusta como a pena de morte. Mesmo que nos dois pratos da balança das minhas convicções se antagonizem essas mesmas convicções e os meus instintos mais primitivos.

Não é um mundo perfeito, este em que vivemos...

Maria, 2005/10/10

Vai onde te leva o Coração



Vai onde te leva o Coração”.

Por qualquer razão que a razão deve desconhecer, hoje lembrei-me deste livro, lido há muitos anos. Não por causa da história em si, mas pelo título. Ir onde o coração nos leva.

Eu fui. Segui o meu coração com a confiança cega dos desesperados, sedentos de um toque humano que seja mais do que um roçar feito de acasos. E fui. O coração levou-me a sítios que nunca sonhei existirem, à delícia de um beijo, ao arrepio de uma carícia, à exaustão do corpo depois da loucura do êxtase. Levou-me ao abismo da dor e da impotência perante o sofrimento do ser amado, à abnegação de recusar o próprio corpo em favor do corpo e alma do outro.

E levou-me à queda vertiginosa quando ainda nem tinha aberto plenamente em flor, quando ainda era tão só um botão de qualquer coisa ainda por revelar. De coração se fez abismo negro, de canções entoadas em tons perfeitos se fez gemidos e lamentos, e de coração fremente se fez... nada.

Eu fui, sim. Fui por onde o meu coração me levou. Agora.. não sei voltar. Quero encontrar o caminho de volta àquilo que eu era, e perdi o rumo. Naufrago nas brumas densas das minhas memórias e tento estancar o que deste meu coração escorre, fel amargo que resta da ambrósia que antes jorrava.

O meu coração levou-me ao meu deserto infernal e gelado. Fui com ele, porque quis. Agora, fico com ele, porque nada mais posso fazer. E as batidas do meu coração são a derradeira pulsação de um caminho por onde fui... E de onde nunca mais regressarei.

domingo, outubro 09, 2005

Haverá Lindor na prisão?

O candidato presidencial socialista, Mário Soares, violou a Lei Eleitoral ao apelar ao voto no candidato PS à Câmara de Sintra no próprio dia da eleição, disse à Lusa fonte da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em declarações aos jornalistas após exercer o direito de voto, Mário Soares defendeu a vitória do candidato do Partido Socialista (PS) à Câmara de Sintra, João Soares. "Toda a gente sabe que há um empate técnico e espero que se decida a favor do candidato socialista, ou seja, o João Soares", disse o ex-Presidente da República.

Segundo o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, tais declarações "violam claramente o nº2 do artigo 177 da Lei Eleitoral para as autarquias locais, que proíbe que no dia da eleição seja feito um apelo ao voto".De acordo com o porta-voz da CNE, esta violação da lei eleitoral é punida com uma pena de prisão até seis meses ou uma multa até 60 dias.

E agora pergunto eu... Será que na prisão fornecem fraldas Lindor para a incontinência verbal???

sábado, outubro 08, 2005

Piada Alternativa

Exemplo perfeito de pergunta completamente inútil:
(tradução: "Quem é que manda aqui?")

sexta-feira, outubro 07, 2005

Da natureza das coisas - Parte 1

Um escorpião e uma tartaruga preparavam-se para atravessar um lago bastante profundo. Não sabendo nadar, o escorpião pediu à tartaruga para o ajudar a atravessar tamanha extensão de água, ao que a tartaruga, esperta, respondeu:

“Mas tu estás doido? Se eu te ajudar a atravessar o lago, tenho de te levar às costas e, com toda a certeza, tu vais-me picar!”

Respondeu-lhe o escorpião:

“Não te preocupes - eu não te pico porque, se o fizer, faço com que nos afoguemos os dois. Ora, isso era uma estupidez, não achas?”

“Tens razão” - respondeu a tartaruga - “Sobe para as minhas costas que eu levo-te”.

E assim foi. O escorpião subiu para cima da tartaruga, e lá foram os dois, a tartaruga a nadar sossegadamente e o escorpião a salvo da morte certa por afogamento. Eis senão quando, a meio do lago, a tartaruga sente uma ferroada terrível no pescoço. O escorpião tinha-a picado!

Sentindo já os efeitos do fatal veneno a e a frieza das águas, a tartaruga perguntou, quase a exalar o último suspiro:


“Porquê? Tu prometeste... Assim morremos os dois...”

Ao que o escorpião respondeu...

“Porque é a minha natureza”
______________________


É assim com algumas pessoas - boas ou más, melhores ou piores. Não há lógica alguma nas suas acções - é, tão somente, a sua própria natureza.


Maria, 2005/10/06

terça-feira, outubro 04, 2005

As 21 Verdadeiras Razões porque não conseguimos gostar deles "ni muertos"


(Sinceramente, já não sei onde fui buscar esta, tenho este texto hà muito tempo... Resolvi partilhar um bocadinho da boa disposição)

1- A mania que eles têm de invadir-nos de 200 em 200 anos só para levarem nos cornos. Será masoquismo ?!?
2- Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda e nós com as/os mulatas/os e as caipirinhas... Pensando bem, o negócio até nem foi tão mal para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.
3- As sevilhanas: que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com uma crise de hemorróidas?
4- Castilla la Macha, Estremadura e Andaluzia: todos eles desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.
5- O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras às quais não têm direito (como Gilbraltar, Ceuta, Olivença -- que é nossa! -- e as Canárias).
6- Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.
7- A língua castelhana: esse prodígio da linguagem, em que seres humanos são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão a roer um osso.
8- Filipe I
9- Filipe II
10- Filipe III
11- Os Seat, os piores automóveis que existem a oeste de Varsóvia. Boca chauvinista, a treinar diante do espelho: «Yo esborracho tu Seat Marbella com mi pujante UMM»!
12- A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugueses na fronteira: mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nossos políticos somos nós quem "molha a sopa".
13- Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.
14- Os nomes que ostentam: quer queiram, quer não, Pilar é nome de uma viga de betão e Mercedes é tudo menos nome de mulher!
15- A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida quando três quintos da população tem um ódio de morte a Espanha.
16.El Córte Inglés... Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que não lhe chamaram "El Córte Español", optando por atirar as culpas a outro povo, totalmente inocente.
17- Café espanhol: uma zurrapa intragável e, além disso, para se conseguir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressamente que a quer «sin leche». E, à cautela, convirá também pedir sem Sonasol, sem gelo, sem pêlos do peito do empregado...
18- A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas... Claro que galegos, bascos e catalães têm uma culinária riquíssima, mas esses não são espanhóis (ver ponto 15).
19- O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos". Aí o português deve, com ênfase, esclarecer: «Xô, bastardo! Vai prá p*** que te pariu».
20- A televisão espanhola: 100% parola, e onde é considerado top de audiências um concurso em que a concorrente, chamada Mercedes (vrumm! vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias(vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte (nãaaaaaaaao!).
21- Já imaginando a contra-argumentação que alguns tentarão contra esta minha lista, devo lembrar que os filmes do Canal 18 NÃO são feitos em Espanha, nem por espanhóis. Vejam o genérico. São americanos e dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo murchos se ouvissem as senhoras a gemer noutra língua que não a sua. Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados: sabiam que a DUREX comercializa em Portugal preservativos com uma média de 1 cm mais compridos do que aqueles que comercializa em Espanha?!?
Agora, agradeçamos todos: «Obrigado D. Afonso Henriques, por nos teres separado dessa raça, para que hoje possamos dizer, com orgulho, eu sou português!»

domingo, outubro 02, 2005

Hoje...


Pesa-me a solidão dos dias e a loucura das noites. Sufoca-me o silêncio da tua ausência, dos lugares onde sei que pertences mas onde já não estás, onde nunca mais irás voltar. Atormenta-me, mata-me esta viuvêz em vida, em que a alma grita o teu nome e o corpo se desfaz em prantos de fogo de luxúria que nunca mais apagarás. Agonizo no mar das memórias, náufrago à procura do navio que se perdeu na bruma, para sempre.

Nada dói como a morte dos que estão vivos... Nada destrói como saber que se foi destruído sem querer. Nada é tão terrível como o silêncio, nem mesmo as palavras conseguem ferir tanto. E, no entanto, vivo. Existo. Gasto o que sou nas recordações do que fui, do que fomos. E espero o fim, para poder descansar e dizer...

“Afinal, nada valeu a pena...”
Maria, 2005/10/02

sábado, outubro 01, 2005

Sem título

E porque hoje é Sábado, e porque estou preguiçosa, e porque tive um dia do caraças - giro, mas muuuito cansativo, eu e a shortinha fartámo-nos de passear no Parque das Nações - , e porque este é o meu País, e porque... e porque.... Deixo aqui uma frase deliciosa em que acredito profundamente:

"Só existem duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. E, quanto ao Universo, não estou certo ." Albert Einstein
Bom fim de semana... Jinhos.





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