sexta-feira, dezembro 02, 2005

Tormenta

(Joseph Turner, "Fishermen at Sea", Tate Gallery, London, UK)

TORMENTA

Um mar cinzento, de tempestade encapelada
Se agitou na noite. Súbitamente,
Uma sombra surge, enraivecida, calada.
Uma onda se levanta, gigantesca, gravemente,
E um som se ouve, canto de sereia enfeitiçada.

Um murmúrio de espanto, um olhar admirado
Formou-se nos olhos pardos do navegante.
Sereias? Nunca tal lhe havia contado
O mestre velho, o marinheiro errante
Que os sete mares vira e lhe houvera ensinado.

Estranha obra quela, estranho ser criado
Fora de todos os mundos, criado em agonia...
E, no entanto, assim surgindo integrado
No mundo do mar, dos Homens e da magia,
Para agora despontar, naquele deserto encapelado.

O canto da sereia, o encanto nunca ouvido
Assim o enredou, nas correntes do lamento.
E ao fascínio da sereia cedeu, vencido...
Ai, Marinheiro!... Foi o canto, foi o vento,
Foram as ondas? Ai... Marinheiro perdido...

Maria, 01/12/2005





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